O bailarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, de 72 anos, contou no Instagram, nessa segunda-feira (28), por que está usando cadeira de rodas e muletas em suas recentes aparições públicas. O artista explicou que está no processo de recuperação depois de receber o diagnóstico de um quadro sério de bursite trocantérica bilateral, complicada com tendinite nos glúteos, também dos dois lados.
"Percebi que o quadril não é só para rebolar! Amigos e seguidores queridos, quero compartilhar com vocês o motivo pelo qual estou aparecendo por aí com cadeira de rodas ou muleta. Não se assustem! Está tudo sob controle — ou quase!", começou.
"Já há algum tempo venho sentindo dificuldades para andar, com dores que limitaram meus movimentos. Depois de exames e avaliações, recebi o diagnóstico de um quadro sério de bursite trocantérica bilateral, complicada com tendinite nos glúteos, também dos dois lados. Resultado: muita dor e mobilidade bastante comprometida", acrescentou.
O coreógrafo contou que "a recuperação está sendo lenta, mas firme". "Tenho contado com um batalhão de aliados: fisioterapia, acupuntura, musculação e tratamento intensivo para as dores. A cadeira de rodas e a muleta estão aqui para me poupar, não para me parar. Agradeço de coração todo o carinho e preocupação de vocês. Isso me dá ainda mais força para seguir em frente, com fé e leveza. Porque, como vocês sabem… O show tem que continuar! Com amor e gratidão, Carlinhos de Jesus", concluiu.
Especialista explica
Para explicar o que é essa condição e por que ela pode causar tanta dor e dificuldade para andar, o ortopedista Caio Zamboni, diretor da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO). Leia, abaixo:
O que é bursite trocantérica?
É uma inflamação na bursa, uma bolsinha que protege o atrito entre os ossos e tendões. No caso da bursite trocantérica, essa inflamação ocorre na lateral do quadril e pode causar muita dor.
Por que ela acontece?
Normalmente, por conta do atrito repetido de tendões sobre os ossos do quadril. Isso pode acontecer por esforço físico, movimentos repetitivos ou sobrecarga na região.
Quais são os sintomas?
O principal sintoma é a dor na lateral do quadril, que pode ser leve no início, mas se agravar com o tempo. Em casos mais sérios, a dor pode dificultar até atividades simples como andar, subir escadas ou dançar.
Como é feito o diagnóstico?
Primeiro, o médico avalia os sintomas. Para confirmar, pode pedir exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética.
Existe tratamento?
Sim. Os casos leves podem ser tratados com repouso, gelo e remédios para dor. A fisioterapia ajuda bastante. Em quadros mais persistentes, pode ser feita uma infiltração ou até cirurgia, nos casos graves.
Quando a cirurgia é indicada?
Quando os tratamentos anteriores não funcionam ou quando já existe lesão ou risco de rompimento no tendão.
É comum usar cadeira de rodas nesses casos?
Só em situações mais graves, quando a dor é intensa nos dois quadris e a pessoa não consegue andar. Também pode ser usada durante a recuperação de uma cirurgia.
Tem como prevenir?
Sim. Praticar exercícios físicos de forma equilibrada, com foco em força e mobilidade do quadril, ajuda muito. O segredo é respeitar os limites do corpo e evitar exageros.
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(rquem)