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Estudo da Uesb aponta riscos de tilápias vendidas em feiras de Itapetinga

Publicada em: 28/08/2025 20:43 -

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências de Alimentos (PPGcal) da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), campus de Itapetinga, avaliou a qualidade microbiológica de tilápias vendidas nas feiras livres da cidade nesse período. O resultado acende um sinal de alerta: todas as amostras analisadas estavam contaminadas com bactérias patogênicas.

“Identificamos a presença de Salmonella, conhecida por causar infecções intestinais graves e outros problemas gastrointestinais”, explica Ícaro Bastos, mestrando do Programa e um dos autores do estudo. Além da Salmonella, também foram detectadas Escherichia coli e Staphylococcus, o que torna o alimento impróprio para consumo e representa risco à saúde pública. “Mesmo que o peixe seja cozido por mais de 20 minutos, o calor não elimina esporos resistentes nem certas toxinas produzidas pelas bactérias”, alerta o pesquisador.

Esses riscos são ainda maiores para crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida. “A contaminação por Salmonella pode causar diarreia, febre, cólicas, náuseas e vômitos, que, em casos mais graves, exigem hospitalização. Por isso, a presença dessa bactéria representa um alerta sério para a segurança alimentar”, reforça Ícaro.

O que fazer? - Para evitar problemas, a recomendação é comprar peixes em locais que sigam boas práticas de higiene e garantam refrigeração adequada. Segundo o pesquisador, estudos como este revelam a fragilidade da segurança alimentar em canais de abastecimento tão importantes quanto as feiras livres.

“A detecção generalizada de Salmonella, Staphylococcus e a não conformidade em Escherichia coli em tilápias não é apenas um dado microbiológico, mas um sinal de alerta severo sobre a falha sistêmica nas boas práticas higiênico-sanitárias”, pontua.

A pesquisa também reforça a necessidade de políticas públicas eficazes e de fiscalização sanitária mais rigorosa, desde o transporte até a comercialização do pescado. Programas de conscientização para comerciantes e consumidores também são essenciais para promover práticas seguras de higiene e manuseio.

O estudo foi realizado sob orientação da professora Ligia Miranda Menezes e contou com a participação dos estudantes Suzie Candio e Djalou Joseph, doutorandos do Programa vindos do Haiti, Gabriely Pasto França, mestranda do Programa, e Rainy Fernandes Rocha, graduanda em Engenharia de Alimentos.

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