Silvano Raia, cirurgião, professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina (FM) da USP, faleceu nesta terça-feira (28), aos 95 anos, em decorrência de problemas pulmonares. Formado em medicina pela USP em 1956, com doutorado pela Universidade de Londres em 1966, Raia foi professor titular na FMUSP e exerceu o cargo de diretor entre 1982 e 1986. Com especializações no exterior e atuação em instituições de renome como a Universidade de Cambridge, ele dedicou sua vida ao avanço da cirurgia hepática. Além de realizar o primeiro transplante de fígado com doador cadáver da América Latina, foi o autor e executor do primeiro transplante de fígado com doador vivo do mundo.
Seu legado se estende também à gestão e ao ensino, enquanto responsável por formar a maioria dos cirurgiões transplantadores de fígado do Brasil. Como criador da Unidade de Fígado do Hospital das Clínicas da FMUSP, Secretário Municipal da Saúde de São Paulo e coordenador do Ministério da Saúde para a expansão da rede nacional de transplantes, o professor é parte da história da saúde pública brasileira.

Em 2024, aos 93 anos, o docente teve sua vida e carreira celebradas em uma entrevista para o programa Universidade 93,7, da Rádio USP. O episódio o homenageou como um dos profissionais mais importantes da medicina brasileira e mundial. No programa, Raia contou detalhes sobre sua formação na USP e sua predileção, já no terceiro ano da faculdade, pela vocação cirúrgica.
Além disso, em 2025, o médico lançou o livro O impossível é apenas o começo, pela editora Labrador. Na obra, ele relatou sua vida e trajetória profissional que, nos últimos anos, se voltou para o desenvolvimento dos xenotransplantes no Brasil. A prática consiste no transplante de órgãos, tecidos ou células entre espécies diferentes, sendo atualmente uma das áreas de pesquisa mais promissoras para solucionar as filas de espera e a escassez global de órgãos para transplante.
No final de março deste ano, um projeto liderado por Raia, em conjunto com os professores Mayana Zatz e Jorge Kalil, ambos da USP, celebrou o nascimento do primeiro porco clonado no Brasil e na América Latina. O animal, gerado em Piracicaba, no estado de São Paulo, integra as pesquisas do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante, apoiado pela Fapesp, que busca criar suínos geneticamente modificados para fornecer órgãos a humanos sem provocar rejeição imunológica.
“O professor Silvano deixou um enorme legado. Além do pioneirismo internacional no transplante de fígado, ele foi o idealizador e coordenador do projeto brasileiro de xenotransplantes”, destaca a professora Mayana. “Quando ele nos procurou, no Centro do Genoma, há seis anos propondo esse projeto, isso parecia um sonho futurístico. Mas ele era um visionário e por sorte acreditamos nele. Hoje o xenotransplante já é uma realidade com pacientes recebendo, nos Estados Unidos, transplante de rim de suínos geneticamente modificados. E aqui ele pôde testemunhar o nascimento recente do primeiro porquinho clonado. Perdemos um grande cientista, um grande líder e um grande ser humano, mas o seu legado continua. Um homem é eterno quando sua obra continua”.

O velório do professor Silvano Raia acontece nesta terça-feira, 28 de abril, das 15h às 20h no Teatro da Faculdade de Medicina (FM) da USP. O endereço é Avenida Dr. Arnaldo, 455, no bairro Cerqueira César, em São Paulo.

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