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Virou alvo : Deputado acumula processos contra Ratinho. Relembre todos!

Publicada em: 11/08/2026 21:45 -

O deputado estadual suplente por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, Agripino Magalhães Júnior, entrará com uma nova medida judicial contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho. Inclusive, é a quinta ação do parlamentar contra o apresentador.

Desta vez, o processo será por calúnia, por conta de falas do comunicador em seu programa no SBT na noite de segunda-feira, 10 de agosto. O novo episódio ocorreu após Agripino denunciar Ratinho por declarações consideradas LGBTQIAPN+fóbicas feitas contra o cantor sertanejo Tiago Piquilo. O caso deu origem a uma investigação da Polícia Civil para apurar o caso.

 

Ao comentar publicamente o assunto, Ratinho afirmou que o responsável pela denúncia estaria utilizando uma entidade para “levar vantagem” e “ganhar dinheiro”. Embora Agripino não tenha sido citado nominalmente, o posicionamento foi feito em referência direta à denúncia apresentada por ele e pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+.

Apontando a calúnia

Por conta disso, Agripino garantiu que “considera as declarações caluniosas” e afirma que Ratinho “lhe atribuiu falsamente uma conduta criminosa ao insinuar que sua atuação e o uso da entidade teriam como objetivo a obtenção de vantagem financeira pessoal”.

“A tentativa de transformar uma denúncia contra uma fala LGBTQIAPN+fóbica em uma suposta busca por vantagem financeira é extremamente grave. Eu não utilizo a luta da população LGBTQIAPN+ para obter benefício pessoal”, avaliou Agripino Magalhães Júnior em nota envida à imprensa.

“Minha atuação sempre foi pública e voltada à defesa de direitos. Quando alguém utiliza um programa de televisão para colocar em dúvida a minha honra e insinuar que estou tentando ganhar dinheiro com uma denúncia, essa pessoa também precisa responder pelo que disse”, completou o deputado em seguida.

Deputado fará nova ação de forma separada

Aliás, Agripino afirmou que o apresentador tem todo o direito de se defender das acusações e apresentar sua versão dos fatos, mas considera que esse direito não autoriza a imputação de crimes ou de interesses financeiros ilícitos a quem procura as instituições competentes para denunciar uma possível prática criminosa. A nova medida será apresentada separadamente da denúncia anterior.

“Denunciar LGBTQIAPN+fobia é exercer um direito e cumprir uma responsabilidade. Não aceitarei que a minha honra sofra ataques como forma de deslegitimar uma denúncia. Se o apresentador entende que não cometeu crime, terá o direito de apresentar sua defesa às autoridades. O que não pode fazer é tentar transformar quem denuncia em criminoso”, concluiu o deputado, por fim.

Relembre outros processos do parlamentar contra o apresentador

fotomontagem de retratos de agripino magalhães junior e ratinho

Em nota enviada na semana anterior, ao protocolar a denúncia por homofobia, Agripino ressaltou ter sido a quarta vez que foi à Justiça contra Ratinho. Com o novo processo, o total agora vai para cinco. “A denúncia mais recente acontece após a exibição, em rede nacional, da frase: ‘Você pintou o cabelo? Meu Deus… Você tá com uma cara de v*ado'”, ressaltou anteriormente, antes do processo por calúnia.

“Esse tipo de fala não é brincadeira. É preconceito, constrangimento público e reforço da violência simbólica contra a população LGBTQIAPN+”, garantiu o deputado, que logo relembrou as denúncias anteriores. “1ª denúncia foi em 2023, após declarações ofensivas sobre a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, com falas que atacavam o evento e desrespeitavam a nossa população”.

“2ª denúncia foi em 2025, depois da exibição de um quadro em que usaram, de forma pejorativa, termos como ‘boiola’ e ‘baitola’, sem qualquer responsabilização no programa. Já 3ª denúncia foi em maio de 2026, após comentários em que Ratinho tratou com preconceito demonstrações de afeto entre dois homens, reforçando estigmas contra casais LGBTQIAPN+”, refletiu Agripino.

Por fim, ele garantiu: “Não vou normalizar esse tipo de violência. Quando se usa a orientação sexual ou a identidade de gênero de alguém para humilhar, ridicularizar ou diminuir uma pessoa, estamos diante de um ataque que precisamos enfrentar. Não se pode tratar preconceito como entretenimento. Todo preconceito é violência. E toda violência precisa de resposta. Eu sigo fazendo a minha parte para que a população LGBTQIAPN+ seja respeitada”.

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